Quando o pulso silencia: um problema de liderança e escuta
Quando eu trabalhava em uma empresa de financiamento automotivo, um dos hábitos mais importantes que desenvolvi foi o de me manter constantemente a par do que acontecia nos negócios. Não apenas atualizações internas, mas também o que os clientes estavam dizendo, o que os concorrentes estavam fazendo e como o mercado estava reagindo em tempo real. Essa atenção muitas vezes revelava riscos precocemente e, igualmente importante, destacava oportunidades que a liderança não conseguia enxergar internamente.
Então, quando parei de ser ouvido recentemente, presumi que algo havia mudado no diálogo. E havia.
Descobri que #NiravTolia me bloqueou no #LinkedIn. Se essa ação foi intencional, delegada ou automatizada, não vem ao caso. O que importa é que nem ele nem sua assistente executiva comunicaram isso internamente — ou explicaram o motivo. Como resultado, a equipe continuou operando sem contexto.
É aí que um pequeno problema se torna estrutural. Ao mesmo tempo, as configurações de mídia social da empresa foram ajustadas para que o feedback público não pudesse mais ser publicado. Para uma plataforma cuja missão declarada é conectar pessoas — especificamente vizinhos —, essa é uma contradição alarmante.
Silenciar o feedback não elimina o risco. Apenas atrasa a percepção. É assim que bolas de neve se formam. Silenciosamente. Gradualmente. Até que o ímpeto tome conta.
O que torna isso ainda mais preocupante é a falta de conhecimento interno em todas as funções de liderança. John T. Williams, Diretor de Relações com Investidores, e Noah Johnson, Consultor Jurídico Corporativo Sênior, indicaram que nunca tinham ouvido falar de mim ou não conseguiam encontrar meu perfil — apesar de meses de engajamento público e documentado, diretamente ligado às preocupações dos acionistas e da plataforma.
Enquanto isso, Brooke Escala, Coordenadora de Recrutamento, visualizou meu perfil — marcando a nona visualização interna.
A ironia não me escapa. Não se trata de ego. Trata-se de escuta organizacional.
Em empresas modernas, especialmente plataformas voltadas para o consumidor como o #Nextdoor, a liderança não escolhe se o feedback existe — apenas se o recebe cedo ou tarde. Ignorar os sinais não protege uma empresa. Isso a cega.
As organizações mais fortes com as quais trabalhei não temiam a dissidência ou o desconforto. Elas os monitoravam, analisavam e os utilizavam para corrigir o rumo antes que os problemas se transformassem em questionamentos de investidores, perda de clientes ou falhas de confiança pública. Se o objetivo é a conexão, então a liderança deve permanecer conectada — aos usuários, aos acionistas e às verdades incômodas.
Caso contrário, o silêncio não é paz. É pressão.
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