Niel Flamm

Quando veremos o "Nextdoorgate"?

As redes sociais têm nos mostrado repetidamente que pessoas comuns podem ter colapsos públicos extraordinários.

Pense em algumas das manchetes que todos nós já vimos:

✈️ Tiffany Gomas em um voo da American Airlines insistindo que outro passageiro "não era real"

🥤 Um entregador da DoorDash teria usado spray de pimenta contra o pedido de um cliente no Arby's após uma discussão.

🍩 O infame incidente do "Donutgate" de Ariana Grande.

Essas não eram celebridades em busca de atenção. Eram pessoas comuns que, por um motivo ou outro, tomaram decisões muito públicas das quais provavelmente se arrependem.

O que levanta uma questão interessante de governança.

Os moderadores voluntários do Nextdoor também são vizinhos comuns. São membros do público que receberam autoridade para influenciar discussões, remover conteúdo e ajudar a moldar as conversas dentro de suas comunidades.

Eles são humanos. Têm opiniões, preconceitos, dias ruins e emoções como qualquer outra pessoa.

Já perguntei anteriormente quais medidas de segurança existem para impedir que moderadores retaliem usuários com pontos de vista impopulares ou discordâncias pessoais.

A própria plataforma costuma ser palco de discussões acaloradas, nas quais até mesmo tópicos inofensivos como filhotes de cachorro, gatinhos ou eventos da vizinhança acabam se transformando em brigas. Se a tensão pode aumentar tão rapidamente, que tipo de proteção existe quando um moderador está envolvido nesse conflito?

A gestão de riscos não se trata de presumir que as pessoas se comportarão mal — trata-se de reconhecer que todos são capazes de tomar decisões ruins em determinadas circunstâncias.

Como acionista, continuo a perguntar: Que políticas, medidas de supervisão, auditoria ou responsabilização o CEO Nirav Tolia implementou para garantir que a autoridade dos moderadores não seja usada indevidamente?

Esperar que uma notícia de repercussão nacional force a discussão pode ser esperar demais.

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